Musa dos anos 80 falou a QUEM sobre o assunto: "Até padre faz sexo. Maria Madalena e Jesus eram um casal feliz". Ela também relembrou seus traumas de adolescência e falou sobre a relação com o namorado, 17 anos mais novo
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Além dos longas, Luciana, que tem 42 anos, tem investido em trabalhos
atrás das câmeras. Além de idealizar um programa de biografias de
personalidades femininas, a atriz dedica-se a um projeto sobre cultura
erótica, que engloba um site sobre o assunto e um programa, ainda sem
previsão de estreia ou canal definido. Para falar sobre este e outros
temas, Luciana encontrou-se com QUEM em São Paulo. Confira abaixo os
melhores trechos da entrevista:Luciana Vendramini: Sem dúvida! Brasilero ainda é muito careta, moralista. Julgam muito, e sexo, para mim, faz parte da pirâmide, com trabalhar e comer. Qualquer pessoa faz sexo, não é para ser visto de forma pejorativa. Hoje em dia, até padre faz sexo. Na Bíblia, se você for olhar, Maria Madalena e Jesus eram um casal feliz, e Ele assumiu uma mulher da vida, sem preconceitos. Quando eu fiz a Playboy, o padre me excomungou, me proibiu de entrar na Igreja, então você vê como as pessoas são moralistas. Ele dedicou uma missa inteira a me julgar.
QUEM: Sua facilidade em falar sobre o assunto tem a ver com a criação?
L.V.: Acho que no interior falar sobre sexo é complicado, mas na minha família, apesar de ser do interior, sexo nunca fui tabu. Eu tomava banho com a minha mãe, meu pai e irmãos, ninguém tinha vergonha. Com 13 anos, eu é que comecei a fechar a porta para me trocar. Fui a única a ter vergonha dos meus seios crescerem, daquela jabuticabinha que estava nascendo, minha família achava graça. Eu era bailarina, meu sonho era dançar com o Baryshnikov. Só que meu peito começou a crescer muito rápido e com 14 anos eu já tinha esse peitão que eu tenho hoje.
QUEM: Chegou a pensar em fazer plástica para diminuir os seios?
L.V.: Sim, morria de vergonha e pensava nisso, mas sou muito medrosa e não tive coragem. Andava curvada, com roupa larga. Tive uma pré-adolescência tão problemática. Hoje eu falo tão abertamente de sexo... é contraditório, mas não é moralista. Eu vejo o sexo de forma vital, só que não é nada natural para as pessoas. Outro dia fui brincar de salada de frutas com meus priminhos de segundo grau e eles riam muito, estão muito focados na era digital, uma pena. A gente tem tesão, arrepia, e isso já a partir dos 12 anos. Mas não acho legal transar tão jovem, nessa idade eu brincava de Barbie. Tenho um projeto de cultura erótica, mas tenho limites, tudo tem a idade certa.
QUEM: Quando foi que fez essa transição da menina careta para a mulher mais liberal?
L.V.: Eu acordei para isso quando eu fui para o Rio de Janeiro, aos 15 anos. Em São Paulo, estudava em colégio de freiras, e aí quando cheguei lá fui estudar em um colégio super liberal. As meninas iam de biquíni debaixo do uniforme, os caras de prancha. Fiquei maluca. Me sentia em outro mundo. Eu usava maiô, olha que cafona, não sabia nem usar biquíni.
QUEM: Então aos 16, quando posou nua, já tinha essa questão mais resolvida?
L.V: Não. Eu tinha um texto muito bom, mas se era comigo... Quando posei nua, era virgem, não sabia como transar, nunca tinha visto um homem pelado. Tive namorado, claro, mão no peito, mão na bunda, mas nada mais do que isso. Tinha muita vergonha de dizer que não era virgem, às vezes mentia. Tinha cabeça aberta, mas a vivência era pouca. Posei nua porque comecei a me achar moderna. Mas na hora, travei. Foi muito difícil. Levamos 3 dias para fazer as fotos porque eu não queria tirar a camiseta. Foi aí que caiu a ficha de que sou tímida.
L.V..: Não me arrependi, mas não faria agora. Acho bonito essa coisa da Lolita, não teve nenhum apelo erótico. Na hora que vi o Duran é que realizei que ia ficar nua na frente de um homem. Minha mãe estava comigo, e ficou envergonhada da minha caretice. A verdade é que quando eu fiz, achei que ninguém ia querer ver uma piveta pelada. Achava que iam querer ver os mulherões da época, não eu. Só fui transar mesmo com 17 anos, e acho bom que tenha sido assim.
QUEM: E o seu atual namorado, o que achou da ideia do projeto sobre cultura erótica?
L.V.: Eu namoro há cinco anos, estou praticamente casada. O Stefan tem a minha cabeça, morou na Europa muitos anos. Quando falei que o projeto de cultura erótica era pioneiro no Brasil, ficou chocado e me deu várias dicas de sites. Mas o Stefan é é exceção, nem em São Paulo as pessoas são tão modernas assim. Isso tem um pouco de religião, as pessoas te doutrinam para sentir culpa no sexo, quando é mero controle de natalidade. Não tem do que se culpar. Sexo é saudável. Vamos olhar as pessoas sem julgamentos moralistas, não importando com quem elas vão para a cama, se homem, se mulher, nada disso importa.
QUEM: Chegou a ter a famosa crise dos 40?
L.V.: Com 26 anos tive minha crise de idade. Chorava, fiquei deprimida, pensando que era uma velha porque estava a 4 anos dos 30. Fiquei muito em crise. E aí quando fiz 30, nem me lembro. Meu sofrimento foi aos 26. Hoje já sei que idade são só números. O Stefan tem 25 anos e é um velho de alma, por exemplo. Eu tenho cabeça e atitude de 26. Para mim, o tempo não passou.
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