Total de visualizações de página

DEMOROU

Tribunal afasta o juiz Isaias Caldeira envolvido na operação “Pombo Correio”
O juiz Isaias Caldeira, ao lado de Athos Mameluque e outros amigos, numa farra na Prefeitura.
O Tribunal de Justiça mineiro determinou o afastamento do juiz Isaías Caldeira Veloso, da comarca de Montes Claros, do processo envolvendo o ex-vereador da cidade, Athos Mameluque. A medida foi tomada a pedido do Ministério Público, que alegou ser o magistrado amigo pessoal do acusado. A decisão foi tomada na sessão do Tribunal da última terça-feira.
Ao Hoje em Dia, Caldeira disse que irá cumprir a decisão, apesar de não ser “amigo íntimo” do ex-vereador. “Quero dizer que vejo isso com absoluta indiferença e nego que sou amigo íntimo. Só eu posso dizer se sou amigo de alguém”.
O magistrado é conhecido na cidade pelas polêmicas. Além de ser apontado como amigo do ex-vereador, que já foi preso pela Polícia Federal, ele visitou o ex-prefeito de Janaúba, Ivonei Abade, na cadeia. Em 2011, quando a Promotoria em Montes Claros conseguiu a prisão de Ivonei, Caldeira se deslocou ao seu encontro. “Qual o problema? Não sou juiz dele. Esse sim é meu amigo pessoal”, admitiu o juiz.
Abade foi preso durante a operação “Grilo”, em 2011, sob a suspeita de envolvimento em um esquema de grilagem de terras públicas.
Suspeição
No caso da suspeição, o Ministério Público alega que ele é amigo de outro alvo de investigações, o vereador Athos Mameluque, réu em dois processos em Montes Claros.
No primeiro, é acusado de fraudes em serviços de postagens da Câmara Municipal, na chamada operação “Pombo Correio”, desencadeada em 2006. Chegou a ser condenado a devolver recursos ao erário, no ano passado. Mas a ação penal ainda tramita no Judiciário. É na atuação deste processo que a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiu afastar o juiz Caldeira, julgando procedente, no mérito, a exceção de suspeição.
Mameluque ainda é acusado de participar de esquema criminoso para fraudar a compra de merenda escolar pelo município, na operação “Laranja com Pequi”.
O magistrado é também tio de um dos ex-assessores jurídicos da prefeitura, Fabricius Veloso, que chegou a ter a prisão expedida na operação. No pedido de suspeição, o parentesco é lembrado.
Caldeira alega que tem “divergências processuais” com alguns membros do Ministério Público em Montes Claros, motivo pelo qual pediram sua suspeição.
A reportagem tentou falar com o ex-vereador Athos Mameluque, mas não conseguiu. A esposa dele, Andrea Mameluque, foi informada sobre o assunto e disse que o marido entraria em contato com a reportagem, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.

fonte: emcimadanoticia

Nenhum comentário:

Postar um comentário