A pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana, mostra recuperação de 6 pontos na popularidade da presidenta Dilma, e subida de 5 pontos nas intenções de voto. Dilma foi quem mais cresceu em relação à última pesquisa de julho, feita após as manifestações. Em todos os cenários, a presidenta cresceu, aumentando a distância da segunda colocada, Marina Silva.
Tchau, Aécio!
Aécio teve o pior desempenho, caindo em
todos os cenários. Como se não bastasse estar empacado no terceiro
lugar, mesmo com a estrutura partidária do PSDB e apoio da TV Globo, da
velha imprensa, dos banqueiros e dos grandes empresários mais ricos, ele
caiu 4 pontos no cenário mais provável, e aparece com metade das
intenções de votos de Marina. Quando o nome de Serra é inserido, o
tucano paulista se sai pouca coisa melhor, inclusive 4 pontos na frente
de Aécio, caso concorressem os dois, para desespero do mineiro. O
problema de Serra é sua elevadíssima rejeição confirmada pela pesquisa.
Marina também se saiu bem neste Datafolha, oscilando 3 pontos para cima no cenário mais provável.
Quando o nome de Joaquim Barbosa é
inserido, também mostra queda de 4 pontos, ficando entre 8% e 11% na
preferência dos pesquisados, dependendo do cenário. O problema, de novo,
caiu no colo de Aécio, pois Barbosa aparece empatado com o tucano
nestes cenários, o que mostra a fragilidade da candidatura tucana.
Aliás, será que Aécio vai desistir e sair candidato a governador de
Minas? Ou finalmente aceitaria ser vice de Serra, formando a chapa
"unidos pelo propinão tucano"?
A pesquisa demonstra que a grande queda
de Dilma que aconteceu em junho e julho, após as manifestações, está
levando o povo a separar o joio do trigo entre os políticos, pelo menos
em parte.
Dilma que mostrou trabalho, esforço e
honestidade de propostas para atender os descontentamentos, apesar da má
vontade de boa parte do Congresso Nacional em se mexer para atender à
propostas inadiáveis como a reforma política e consultas populares, ela
começa a recuperar a popularidade e continua com as melhores chances de
ser reeleita.
Aécio, com a cara de político oligarca e cheio de vícios políticos rejeitados pelas ruas, e que se escondeu do povo, despencou. Eduardo Campos, de perfil muito parecido com Aécio, ficou praticamente na mesma, oscilando um ponto para cima. Marina Silva, que também anda meio escondida, está aproveitando a onda para capturar votos de desiludidos que estariam predispostos a votar nulo, o que ainda não dá muita consistência em sua candidatura, pois esta onda de desilusão tem um teto e não durará para sempre. Quem deve crescer e se firmar de fato é quem apostar na politização dos debates e no enfrentamento para conquistar soluções nos grandes problemas nacionais, como está fazendo Dilma. O cidadão quer um país melhor, mais cidadania com saúde, educação e prosperidade para todos, um judiciário e um ministério público que faça a lei da ficha limpa funcionar de verdade e não deixe ninguém roubar impunemente, um sistema político com menos influência do poder econômico e com mais participação popular. O cidadão, a grande maioria, não quer simplesmente votar por desilusão.
Aécio, com a cara de político oligarca e cheio de vícios políticos rejeitados pelas ruas, e que se escondeu do povo, despencou. Eduardo Campos, de perfil muito parecido com Aécio, ficou praticamente na mesma, oscilando um ponto para cima. Marina Silva, que também anda meio escondida, está aproveitando a onda para capturar votos de desiludidos que estariam predispostos a votar nulo, o que ainda não dá muita consistência em sua candidatura, pois esta onda de desilusão tem um teto e não durará para sempre. Quem deve crescer e se firmar de fato é quem apostar na politização dos debates e no enfrentamento para conquistar soluções nos grandes problemas nacionais, como está fazendo Dilma. O cidadão quer um país melhor, mais cidadania com saúde, educação e prosperidade para todos, um judiciário e um ministério público que faça a lei da ficha limpa funcionar de verdade e não deixe ninguém roubar impunemente, um sistema político com menos influência do poder econômico e com mais participação popular. O cidadão, a grande maioria, não quer simplesmente votar por desilusão.
Apesar do presidente Lula não ser
candidato em 2014 e deixar claro que sua candidata é Dilma, o Datafolha
insistiu em testar seu nome, provavelmente como intenção de enfraquecer
Dilma. Em todos os cenários, Lula aparece vencendo no primeiro turno. De
qualquer forma, isso demonstra que Lula ainda será o grande cabo
eleitoral de Dilma, dos candidatos a governadores e demais candidatos em
2014. Melhor para Dilma.
The Economist diz que oposição no Brasil não decola
Reportagem da revista britânica analisa queda da popularidade de Dilma e, em contrapartida, a falta de reação dos partidos de oposição
Agência Estado
Reportagem da revista britânica analisa queda da popularidade de Dilma e, em contrapartida, a falta de reação dos partidos de oposição
Agência Estado
A revista britânica The Economist
publica na edição desta semana uma reportagem sobre a queda da
popularidade da presidente Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, a falta de
reação nas pesquisas de intenção de voto dos nomes da oposição, como
Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Para a publicação, fatos como
a denúncia de um esquema ilegal relacionado ao setor de transportes no
governo paulista e disputas internas tiram força dos principais nomes da
oposição à presidência.
A The Economist observa que a
popularidade de Dilma Rousseff caiu drasticamente nas últimas semanas
após os protestos que lotaram as ruas do País. "Apesar disso, a maioria
dos adversários não conseguiu fazer muito progresso", destaca a
publicação.
Após os protestos, diz a reportagem, o tucano Aécio Neves teve apenas uma pequena reação nas pesquisas de intenção de voto para 2014. "Neves teve dois mandatos de sucesso como governador de Minas Gerais, o segundo Estado mais populoso do Brasil. Mas desde que se mudou para o Senado, em 2011, ele tem tido pouco impacto no cenário nacional", diz o texto.
A revista diz, ainda, que outra ameaça para o PSDB é uma investigação sobre suposto esquema de corrupção no governo de São Paulo em projetos do transporte sobre trilhos que envolveria "centenas de milhões de reais". Há, ainda, disputas internas entre os tucanos, nota a revista, especialmente entre Aécio Neves e José Serra. "Aos 71 anos, a ambição do Sr. Serra está intacta, apesar da relutância de seu partido em apoiá-lo", diz a reportagem.
"O outro candidato que não conseguiu decolar é Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Sr. Campos é formalmente um aliado de Dilma Rousseff, mas tem sido incentivado a uma candidatura presidencial", diz o texto.
Para a Economist, o principal beneficiário dos protestos é Marina Silva. "Marina está envolvida na criação de um partido, a Rede, que ela apresenta como uma alternativa à política tradicional. Mas isso vai limitar seu direito a espaço na campanha no rádio e televisão", diz a reportagem.
Após os protestos, diz a reportagem, o tucano Aécio Neves teve apenas uma pequena reação nas pesquisas de intenção de voto para 2014. "Neves teve dois mandatos de sucesso como governador de Minas Gerais, o segundo Estado mais populoso do Brasil. Mas desde que se mudou para o Senado, em 2011, ele tem tido pouco impacto no cenário nacional", diz o texto.
A revista diz, ainda, que outra ameaça para o PSDB é uma investigação sobre suposto esquema de corrupção no governo de São Paulo em projetos do transporte sobre trilhos que envolveria "centenas de milhões de reais". Há, ainda, disputas internas entre os tucanos, nota a revista, especialmente entre Aécio Neves e José Serra. "Aos 71 anos, a ambição do Sr. Serra está intacta, apesar da relutância de seu partido em apoiá-lo", diz a reportagem.
"O outro candidato que não conseguiu decolar é Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Sr. Campos é formalmente um aliado de Dilma Rousseff, mas tem sido incentivado a uma candidatura presidencial", diz o texto.
Para a Economist, o principal beneficiário dos protestos é Marina Silva. "Marina está envolvida na criação de um partido, a Rede, que ela apresenta como uma alternativa à política tradicional. Mas isso vai limitar seu direito a espaço na campanha no rádio e televisão", diz a reportagem.
fonte: em cima danoticia.com
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