Esquema foi alvo da operação 'Legal Fitness'; 4 pessoas foram presas. Várias substâncias de uso proibido foram apreendidas pela Polícia Civil.
Do G1 Grande Minas
Material apreendido pela polícia durante a operação (Foto: Michelly Oda / G1)
A Polícia Civil, o Ministério Público e a
Vigilância Sanitária realizaram nesta segunda-feira (28) uma coletiva
de imprensa para apresentar os resultados da operação “Legal Fitness”,
que investiga a venda ilegal de suplementos alimentares e anabolizantes
em Montes Claros (MG).
A operação foi deflagrada na quinta-feira (24). Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, três em Belo Horizonte, dois em Januária e 11 em Montes Claros. Cinco pessoas foram conduzidas para a delegacia e quatro estão presas. Entre elas um atleta de jiu jitsu e um proprietário de uma loja de suplementos alimentares. 50 policiais civis participaram da ação. Diversas substâncias foram apreendidas. Uma arma e munições, inclusive algumas de uso restrito, também foram encontradas com um dos suspeitos.
A operação foi deflagrada na quinta-feira (24). Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, três em Belo Horizonte, dois em Januária e 11 em Montes Claros. Cinco pessoas foram conduzidas para a delegacia e quatro estão presas. Entre elas um atleta de jiu jitsu e um proprietário de uma loja de suplementos alimentares. 50 policiais civis participaram da ação. Diversas substâncias foram apreendidas. Uma arma e munições, inclusive algumas de uso restrito, também foram encontradas com um dos suspeitos.
A promotora Raquel Rocha explica que as
investigações começaram em maio de 2013, no âmbito do Ministério Público
e, no início de 2014, foram repassadas para a Polícia Civil.
“Começamos a investigar em maio de 2013, a partir de denúncias anônimas dos próprios usuários das academias que nos informaram que existia a venda ilegal de anabolizantes nos estabelecimentos”, diz Raquel. Mais de 20 pessoas comunicaram as irregularidades.
“Começamos a investigar em maio de 2013, a partir de denúncias anônimas dos próprios usuários das academias que nos informaram que existia a venda ilegal de anabolizantes nos estabelecimentos”, diz Raquel. Mais de 20 pessoas comunicaram as irregularidades.
Entenda o esquema
Segundo a Polícia Civil, a apuração foi divida em dois núcleos, compostos por uma rede de loja e uma rede de academinas, eles atuavam separadamente na comercialização das substâncias. Uma das lojas, que funciona no Centro, foi fechada por falta de alvará sanitário.
Segundo a Polícia Civil, a apuração foi divida em dois núcleos, compostos por uma rede de loja e uma rede de academinas, eles atuavam separadamente na comercialização das substâncias. Uma das lojas, que funciona no Centro, foi fechada por falta de alvará sanitário.
O material vendido em ambos os locais vinha de Belo Horizonte, do Paraguai e também era adquirido por meio da internet.
“Há informações de que os suplementos e
anabolizantes eram vendidos dentro das academinas, pelos próprios
donos”, afirma o delegado Bruno Rezende. As investigações apontam também
que os produtos podiam ser adquiridos sem dificuldades e muitos ficavam
expostos.
“Os envolvidos sabem que se trata de algo errado e ilícito, mas que infelizmenete é comum ao universo deles. O uso e a venda das susbtâncias chegam a ser vistos como toleráveis. Mas é preciso conscientizá-los da gravidade do fato e das penalidades legais pelas quais eles podem responder”, complementa o delegado Jurandir Rodrigues.
O delegado Bruno Rezende destaca que as investigações vão continuar e que outras pessoas serão ouvidas. Segundo ele, os envolvidos podem responder por venda irregular de medicamento, com pena prevista de 10 a 15 anos.
Sobre as substâncias
“Os envolvidos sabem que se trata de algo errado e ilícito, mas que infelizmenete é comum ao universo deles. O uso e a venda das susbtâncias chegam a ser vistos como toleráveis. Mas é preciso conscientizá-los da gravidade do fato e das penalidades legais pelas quais eles podem responder”, complementa o delegado Jurandir Rodrigues.
O delegado Bruno Rezende destaca que as investigações vão continuar e que outras pessoas serão ouvidas. Segundo ele, os envolvidos podem responder por venda irregular de medicamento, com pena prevista de 10 a 15 anos.
Sobre as substâncias
O representante da Vigilância Sanitária,
Cardeque Soares, explica que no material apreendido há substâncias de
uso proibido no Brasil e outras que exigem prescrição médica.
“As substâncias não têm controle de qualidade, por isso podem provocar danos graves e irreversíveis, em muitos casos, os resultados prometidos não passam de propganda enganosa”.
“As substâncias não têm controle de qualidade, por isso podem provocar danos graves e irreversíveis, em muitos casos, os resultados prometidos não passam de propganda enganosa”.
Cardeque ressalta que o consumidor
precisa estar atento quanto à legalidade dos produtos. Para que o
comércio seja feito de forma legal no Brasil é preciso que as
substâncias tenhas os rótulos com as informações em português, além de
terem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária e dados do
responsável pela produção.
O representante da Vigilância Sanitária também destaca que foi feita uma reunião com os 50 proprietários de academias de Montes Claros, para alertá-los sobre os perigos e consequências da venda e do uso de anabolizantes.
“Toda academia precisa ter um responsável técnico, que é um educador físico, com formação cientifica e sabe as consequências desses produtos. Por isso é possível dizer que os donos das academias estavam cientes da irregularidade cometida”, diz Cardeque.
Policial civil investigado
Um policial civil que não teve o nome divulgado está sendo investigado por repassar informações da investigação para os envolvidos. Há um mandado de prisão contra ele, que está foragido da Justiça. A Corregedoria da PC instaurou um inquérito e apura a conduta do servidor.
“O vazamento de informações certamente prejudicou parte da operação, mas a ação foi um sucesso no que tange a apreensão e a identificação dos alvos”, afirma o delegado Bruno Rezende.
O representante da Vigilância Sanitária também destaca que foi feita uma reunião com os 50 proprietários de academias de Montes Claros, para alertá-los sobre os perigos e consequências da venda e do uso de anabolizantes.
“Toda academia precisa ter um responsável técnico, que é um educador físico, com formação cientifica e sabe as consequências desses produtos. Por isso é possível dizer que os donos das academias estavam cientes da irregularidade cometida”, diz Cardeque.
Policial civil investigado
Um policial civil que não teve o nome divulgado está sendo investigado por repassar informações da investigação para os envolvidos. Há um mandado de prisão contra ele, que está foragido da Justiça. A Corregedoria da PC instaurou um inquérito e apura a conduta do servidor.
“O vazamento de informações certamente prejudicou parte da operação, mas a ação foi um sucesso no que tange a apreensão e a identificação dos alvos”, afirma o delegado Bruno Rezende.
Resultados da operação foram divulgados em coletiva (Foto: Michelly Oda / G1)
Fonte: emcimadanoticia.com
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