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Comida Di Preto

Semana da Abolição em Montes Claros
Desde o dia 13 de maio - data que é comemorada o dia nacional de luta contra o preconceito racial, que a negritude montes-clarense vem comemorando com debate, palestra, oficinas, comida, capoeira e muita música.  Foi debatida a Lei 11.645 e Intolerância a Espiritualidade Indígena, com Papiõn Cris Santos. Logo após, ouve oficina de reutilização e grafismos Indígenas, e debate sobre a Lei 10.639, com Maria Du Carmo Costa ( Madu Costa) Professora de Arte e Literatura na empresa Escola Municipal Belo Horizonte. Além do tema sobre Autoestima e imagem corporal, com a Prof.ª Luciana de Almeida Moreira. Pesquisadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Narrativas Formativas – GEPENAF e  Crime cibernético, com a Advogada Lucélia Saraiva Aguiar.
Oficinas
A partir de hoje (16), começam as Oficinas no Núcleo de Dança Luciano de Jesus - AV Amperes 365 - Bairro de Lurdes - Próximo a Igreja Católica.
Sexta Feira dia 16 - Oficina de grafite com Wender Miranda - Montes Claros,  das 9H às 12H /Capoeira Angola com Jean Cigano – Montes Claros,  das 9H às 11h/ de Break com Dário Adam -Montes Claros, das 15H às 17H/ de Mascaras Africana Mascaras Africana com Olívio Cerqueira - Montes Claros, das 18H às 21H.
Sábado 17 - Oficina de Mascaras Africana Mascaras Africana com Olívio Cerqueira - Montes Claros, das 8H às 14h /Trança e Penteado com Ednéa Rubim - RJ e Claudia Santiago - RJ das 8H às 12.H / de Turbante e Amarras com Neguinha Moura -RJ das 13.H às 17.00H
Domingo dia 18 - Oficina de Dança Afro com Evandro Passos - Belo Horizonte das 8H às 10H/ Percussão com Luciano de Jesus - Montes Claros das 10H às 12H
Programação cultural no Quintal Avenida Coronel Prates, 92 – Centro.
Apresentações Culturais, Culinária Africana, Moda e Beleza Negra com Desfile de Turbantes e Amarras,Lançamento de Livro, Dança Afro, Capoeira e Comida di Preto.
Contatos: 38 91044369 TIM /38 88460040 OI/ 38 97409883 VIVO
Assinado pela princesa Isabel, em 1888, o texto da Lei Áurea é curto e bastante objetivo: "A Princesa Imperial Regente, em Nome de Sua Majestade, o Imperador, o senhor dom Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil. Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário."

Abolição da Escravatura, um 13 de maio para pensar
Um momento musical em torno da Abolição. Não música sobre escravidão, mas permeando o trabalho extenuante a que se submete o negro... Toda a vida em um trabalho quase escravo, sendo escravo sem sê-lo.
A escravidão acabou num 13 de maio dos idos de 1888. Mas as condições mudaram tão lentamente que quase não mudaram. Como se inserir na sociedade se as condições mínimas não foram dadas? Foi um brigar constante, de séculos em busca de igualdade de condições com os demais cidadãos.
E que as dificuldades ainda permanecem, nem se discute. Não se pode tapar o sol com a peneira nem transformar a caminhada em poesia. É preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir para que a história seja, finalmente, outra.
A Abolição foi em 1888 e o Brasil ainda se debate entre o sentimento branco de superioridade e o sentimento de ser brasileiro.
Um pouco de história
E os portugueses vieram, colonizando um Brasil imenso e sem mão-de-obra para tantos trabalhos. Tentaram submeter os índios às suas necessidades. Não conseguiram, pois que os religiosos entraram no circuito pois queriam que a religião fosse o norte a submeter os povos da nova terra.
Mas os portugueses não se abalaram. Como todos os europeus da época, foram em busca de negros na África, para escravizá-los e torná-los a mão de sua obra. E assim vieram os escravos para o Brasil.
Em porões dos navios fétidos, os africanos foram roubados de si, carregados em péssimas condições, muitas vidas se perdendo durante a viagem. Ao desembarcarem, eram vendidos aos fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam como mercadorias.
Acordam por fim alguns da terra, e formam um grupo abolicionista. Eram literatos, religiosos, políticos ou pessoas do povo, que lutavam contra o abuso. Mas uma luta infinda, pois que a escravidão permaneceu negócio por quase 300 anos.
O econômico foi o fator primordial para a manutenção da prática. A economia do país dependia do trabalho escravo, seja para as tarefas da roça ou outras tão pesadas quanto. As providências para uma libertação teriam que ser tomadas lentamente, para não ocasionar a derrocada da economia.
Em 1850 foi dado o primeiro passo, findando o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871, vinte anos mais tarde foi promulgada a Lei do Ventre-Livre, que tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de então.
A região Sul do Brasil, a partir de 1870, começou a empregar assalariados, tanto brasileiros quanto imigrantes estrangeiros. Na região Norte, as usinas substituíram os engenhos primitivos, o que pedia um número menor de escravos. Nas principais cidades, acenava no horizonte o surgimento de indústrias.
Em 1885, com a lei Saraiva-Cotegipe, ou dos Sexagenários, beneficiou-se os negros de mais de 65 anos e, em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, a liberdade foi finalmente alcançada pelos negros no Brasil. A lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no País.
E depois da lei, o que aconteceu? Assinada a lei, a vida dos negros brasileiros não ficou mais fácil. O estado brasileiro não se preocupou em dar condições para que os escravos fossem integrados no mercado de trabalho formal e assalariado. A elite brasileira continuou em seu processo de preconceito e, a prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra européia, que aumentou sobremaneira no Brasil após a Abolição.
A maioria dos negros encontrou dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo necessário para sua dignidade, como moradia e educação principalmente.

Resolvido o viés legal, o negro se viu sem eira e sem beira, sem rumo e sem norte, buscando dar conta de viver, sobreviver e ter dignidade, num mundo em que foi subjugado. Teve que fazer brotar a própria dignidade, apagar os traços da servidão e ganhar rumo, dentro de um Brasil que agora também seria dele.
Fonte: emcimadanoticia.com

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