Prefeito quer se aproveitar de suposto descumprimento do contrato de concessão para beneficiar apoiador de campanha
Fábio Neves que dizia oposição, virou o maior aliado de Ruy Muniz...
*Waldo Ferreira
O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz
(PRB), pretende romper o contrato de concessão dos serviços de água e
esgoto que o município firmou com a Copasa, por 30 anos, em 1998. E
escalou o vereador Fábio Neves (PHS) para tentar sensibilizar os colegas
e, de quebra, a população. Muniz precisa da Câmara Municipal, com quem
ainda mantém relação conflituosa, para avançar na sua pretensão.
Nos últimos dias ele tem feito campanha pesada contra a empresa, defendendo que Montes Claros deveria voltar a ter gerenciamento próprio do serviço, como ocorria a partir de 1962, quando foi criada a Companhia de Águas e Esgotos de Montes Claros (Caemc). Na década de 1970 a concessão foi dada à Copasa, mas o prefeito alega que não houve a contrapartida, da ordem de R$ 300 milhões, em valores de hoje. E acrescenta que várias cláusulas do contrato de renovação, celebrado há 15 anos, estão sendo descumpridas.
Ruy Muniz disse que esteve em Belo Horizonte para se inteirar da situação e passou a abordar o tema em suas aparições públicas, se utilizando de números questionáveis na tentativa de convencer a plateia. Garante que a empresa teve lucro líquido de R$ 45 milhões em 2012, segundo ele porque não fez investimentos no município, como prevê o contrato de renovação. O arrazoado do prefeito se perde quando ele afirma que Montes Claros tem apenas 50% de cobertura de água e esgoto tratados. Dados oficiais demonstram que já em 2008 a cidade tinha 79.036 ligações de esgoto, correspondendo ao atendimento de 96% da população total. Pelo mesmo levantamento, a oferta de água tratada na cidade, hoje, é de 100%. Para evitar que o esgoto coletado nas residências seja jogado nos cursos d`água, como no Rio Vieira, a Copasa construiu a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
O vereador Fábio Neves repete o discurso do Executivo, tendo recebido, em primeira mão, informações detalhadas sobre o contrato de concessão, solicitadas pelos demais vereadores e negada pelo prefeito. Durante sessão da Câmara, em meio às reclamações dos colegas com a demora, Neves cometeu ato falho e acabou revelando que já estava com o documento em mãos.
Nos últimos dias ele tem feito campanha pesada contra a empresa, defendendo que Montes Claros deveria voltar a ter gerenciamento próprio do serviço, como ocorria a partir de 1962, quando foi criada a Companhia de Águas e Esgotos de Montes Claros (Caemc). Na década de 1970 a concessão foi dada à Copasa, mas o prefeito alega que não houve a contrapartida, da ordem de R$ 300 milhões, em valores de hoje. E acrescenta que várias cláusulas do contrato de renovação, celebrado há 15 anos, estão sendo descumpridas.
Ruy Muniz disse que esteve em Belo Horizonte para se inteirar da situação e passou a abordar o tema em suas aparições públicas, se utilizando de números questionáveis na tentativa de convencer a plateia. Garante que a empresa teve lucro líquido de R$ 45 milhões em 2012, segundo ele porque não fez investimentos no município, como prevê o contrato de renovação. O arrazoado do prefeito se perde quando ele afirma que Montes Claros tem apenas 50% de cobertura de água e esgoto tratados. Dados oficiais demonstram que já em 2008 a cidade tinha 79.036 ligações de esgoto, correspondendo ao atendimento de 96% da população total. Pelo mesmo levantamento, a oferta de água tratada na cidade, hoje, é de 100%. Para evitar que o esgoto coletado nas residências seja jogado nos cursos d`água, como no Rio Vieira, a Copasa construiu a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
O vereador Fábio Neves repete o discurso do Executivo, tendo recebido, em primeira mão, informações detalhadas sobre o contrato de concessão, solicitadas pelos demais vereadores e negada pelo prefeito. Durante sessão da Câmara, em meio às reclamações dos colegas com a demora, Neves cometeu ato falho e acabou revelando que já estava com o documento em mãos.
Nos bastidores, comenta-se que a
intenção de Ruy Muniz não é municipalizar o serviço, mas entregá-lo a um
dos financiadores de sua campanha à Prefeitura.
*Jornalista e editor do jornal Daqui
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