O
governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, conseguiu uma liminar na
Justiça proibindo a jornalista Lênia Soares, do Diário de Goiás, de
escrever seu nome. Lênia não pode nem dizer que Perillo é bonito, que
emagreceu, que não pinta o cabelo, nada disso. Falar em Cachoeira,
então, nem pensar (veja o blog de Lênia em http://diariodegoias.com.br/blogs/lenia-soares).
Dizem que a Constituição veda a Censura. Mas, se Sarney conseguiu
censurar o Estadão, e até Tadeu Leite, através do juiz Marco Antônio
conseguiu censurar o Daqui, que fazer?
Esta notícia sobre o governador de
Goiás, passou "despercebida" na grande imprensa, que só vê e ouve,
aquilo que interessa e se for contra o PT publica
A liminar proibe a jornalista escrever o nome de Marconi Perillo, nas redes sociais ou em jornais, blogs revistas, em qualquer situação, positiva, negativa ou neutra sob pena de pagar multa de valor milionária diária. A decisão é da juíza Luciana Silva. Marconi alega que se sentiu ofendido por textos de Lênia, que criticou sua gestão e às relações obscuras com o bicheiro Carlos Cachoeira.
O governador tucano também abriu processo contra outros três jornalistas por ver seu nome citado na Operação Monte Carlo da Policia Federal
Leia abaixo a matéria do Diário de Goiás
PERILLO ABRIU PROCESSOS CONTRA 3 JORNALISTAS NA CRISE CACHOEIRA. ARTIGOS DE O POPULAR LEVARAM À INTERPELAÇÃO
PERILLO ABRIU PROCESSOS CONTRA 3 JORNALISTAS NA CRISE CACHOEIRA. ARTIGOS DE O POPULAR LEVARAM À INTERPELAÇÃO
O governador Marconi Perillo adotou uma
estratégia de processar jornalistas, no meio da crise causada pela
Operação Monte Carlo, e na iminência do depoimento à CPI do Cachoeira.
Recentemente, duas ações buscam indenização por dano moral e uma
interpelação por causa de trechos de 2 artigos publicados em O POPULAR,
de Goiânia
A jornalista de O Popular, Fabiana
Pulcinelli, foi acionada por uma interpelação judicial no dia 22 de
maio. Henrique Morgantini, do jornal O Anápolis, foi processado com
pedido de indenização, no dia 29 de maio.
Na interpelação do governador Marconi
Perillo(PSDB) à jornalista de O POPULAR, Fabiana Pulcineli, a advogada
Suele Menezes Apolinário Silva, solicita que sejam feitos
esclarecimentos sobre trechos de dois artigos publicados nos dias 14 e
21 de maio passados.
O Diário de Goiás reproduz os trechos, conformes consta na interpelação.
No artigo do dia 14 de maio, a jornalista publicou que:
“A semana,
porém, foi de sucessivos revezes para o governo. Não só apareceram
fatos novos sobre a relação de Marconi com Cachoeira – no caso da
negociação da casa no Alphaville – como ganharam força os efeitos
políticos do desgaste gerado pela Operação Monte Carlo no governo.
Distanciamento e falta de apoio de aliados de peso, cobranças, ameaças e
dificuldades na troca de secretários servem de alerta para o risco de
isolamento político de Marconi, que pode ser intensificado nas próximas
semanas, a depender das reações do governo e dos desdobramentos do caso
no Congresso”
No mesmo
artigo, cita outro trecho diz que: “Por mais que Jardel diga que Marconi
atende bem os aliados e não é alvo de chantagem, o levante contra os
auxiliares desgasta apenas o governador. Reforça a ideia de que não há
comando e de que o governo está inerte, paralisado, com a crise”.
A interpelação movida por Perillo destaca, em outro trecho, que:
“os
reflexos das denúncias também atingem em cheio o processo eleitoral
deste ano. O governador sofreu grande queda da popularidade em Goiânia,
como mostrou a pesquisa Serpes/O Popular na terça-feira, e os efeitos já
se alastraram, ainda que em menor velocidade, para o interior, segundo
relatos de aliados”.
Na ação, a advogada de Perillo
selecionou outro trecho de artigo de Pulcineli, publicado no dia
21/05/12, em O POPULAR. Nele, a jornalista escreveu:
“Em Goiás,
na quarta-feira, os deputados da base do governador Marconi Perillo
(PSDB) foram ao Palácio Pedro Ludovico entregar nota de apoio e
confiança ao govenador em função das denúncias de seu envolvimento e de
integrantes de seu governo com Carlos Cachoeira. Não tem a mesma
expressão, mas a nota bem que poderia ser resumida na mensagem de
Vaccarezza a Cabral: “Não se preocupe, você é nosso e nós somos
teu”.(Grifos da Advogada)
A advogada de Perillo alega que ele não
foi denunciado e nem muito menos tem envolvimento com Carlos Cachoeira,
por isso, interpela a jornalista para que ela explique, nos termos do
Artigo 222, do Código do Processo Civil, os temos utilizados. No fundo, o
governador se sentiu ofendido.
O jornalista Mino Pedrosa, do site www.quidnovi.com.br,
que divulgou o áudio de negociações telefônicas entre Cachoeira e
Garcez em uma suposta entrega de dinheiro numa caixa de computador na
sede do governo do Estado, também recebeu processo de indenização,
impetrado no dia sete de maio.
Ao Diário de Goiás, Henrique Morgantini
interpretou a iniciativa do governador como uma forma de intimidação
contra ele e os jornalistas de Goiás. Mas, disse ele, tal fato não vai
interferir na atitude profissional dele. O jornalista já foi processado
por Perillo, em 2010 por um inusitado processo de "propaganda negativa
extemporânea".
Em processo recente, Perillo conseguiu uma decisão liminar que retirou uma entrevista, integralmente, do site da Rádio 730 (www.portal730.com.br). (LEIA AQUÍ).
A mesma entrevista caiu no Youtube e está entre vídeos muito acessados, com conteúdo direcionado para Goiás. (VEJA AQUÍ)
Fonte: emcimadanoticia.com
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