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Cadê a ETE ?

Moradores se unem contra poluição de riacho

Moradores do bairro Santa Rita II, em Montes Claros, se uniram numa cruzada em defesa de um córrego que atravessa o bairro. O leito do pequeno riacho, entre as ruas Iguaçú e Ana Dionísia tornou-se o “xodó” dos moradores, diz o analista de sistemas Cleuber Carvalho Oliva. “Não era para menos”, ele explica. Oliva calcula que no pequeno curso d’água haja atualmente mais de 500 alevinos. Vários cágados também podem ser vistos no local, além de garças, quero-quero e outros pássaros.

A sobrevivência dos animais, no entanto, está ameaçada. Três manilhas jogam esgoto sem qualquer tratamento bem no início do córrego, exatamente o local onde a água deveria ser mais limpa, pois recebe a água de três pequenas nascentes localizadas à montante.

O entorno do córrego tornou-se o local preferido por centenas de moradores para a prática de caminhada. Dezenas de moradores visitam o local todos os dias. Eles levam alimentos para os peixes e não escondem a indignação com a COPASA – Companhia de Saneamento de Minas Gerais. “É um absurdo. Estamos pagando taxa de coleta e tratamento de esgoto, mas o que a Copasa tem feito em nosso bairro é exatamente o contrário. Ela polui o córrego, lançando esgoto nas águas”.

Os moradores desconfiam que os resíduos resultantes da lavagem e troca de óleo de caminhões empregados na coleta de lixo pela ESURB – Empresa Municipal de Serviços, Obras e Urbanização também estão sendo lançados no córrego.

No próximo dia 28, às 17 horas, os moradores farão um ato público no local. Pretendem chamar a atenção das autoridades e dos órgãos ambientais para o problema. “O IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) a Curadoria de Meio Ambiente do Ministério Público estão sendo omissos em relação ao que está acontecendo no bairro Santa Rita II”, afirma o analista de sistemas que, diariamente, alimenta os peixes do local com ração apropriada.

Moradores e comerciantes estão empenhados em patrocinar faixas que aos poucos vão sendo colocadas próximas ao córrego, demonstrando a indignação da comunidade com o descaso das autoridades e órgãos ambientais que deveriam coibir a poluição no local.
Fonte: Fábio Oliva

Fonte: emcimadanoticia.com

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