Com o intuito de eleger a mulher
deputada, o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz se espelha na dama de
ferro do estado, Andréa Neves, para repassar verbas para Apas, comandada
por sua mulher Raquel Muniz, que quer ser deputada. Antes de cooptar a
maioria dos vereadores, o prefeito foi derrotado e teve que rever sua
estratégia com o legislativo. Agora, com o controle da Câmara, ele
insiste no repasse de R$ 1,3 milhão para a tal "entidade de promoção
social".
Veja abaixo a matéria do Novo Jornal,
sobre “A Dama de R$ 2 Bilhões de Reais”, com númeras denúncias
chegaram à redação daquele jornal relatando a participação da presidente
do SERVAS em diversos esquemas de corrupção espalhados pela máquina
pública do Estado de Minas Gerais.
SERVAS, a grande lavanderia do Governo Mineiro
Instituição beneficente comandada por Andréa Neves vem, há uma década, operando gigantesco esquema de lavagem de dinheiro e desvio de doações
Instituição beneficente comandada por Andréa Neves vem, há uma década, operando gigantesco esquema de lavagem de dinheiro e desvio de doações
Após publicação da reportagem do Novojornal; “Andréa Neves: A Dama de R$ 2 Bilhões de Reais”,
inúmeras denúncias chegaram à nossa redação relatando a participação da
presidente do SERVAS em diversos esquemas de corrupção espalhados pela
máquina pública do Estado de Minas Gerais, do fornecimento de material
para merenda escolar, passando por obras, indo até medicamentos e
equipamentos hospitalares.
Em uma primeira análise, nossa
reportagem teve dificuldade em constatar se as acusações eram ou não
verdadeiras, seja pelo volume de empresas e autarquias a serem
consultadas ou o medo e pânico dos fornecedores de materiais e serviços
quando seu nome é citado.
Sabidamente na área de obras, as
negociações são conduzidas por Oswaldo Borges da Costa e as demais áreas
encontram-se entregues à própria estrutura de compra de cada Órgão,
formada por profissionais indicados por políticos, transformando-se em
fonte de arrecadação dos mesmos.
A dúvida era de como operava Andréa
Neves neste gigantesco esquema onde centenas de fornecedores
participavam? Para nossa surpresa, as respostas às indagações
encontravam-se em uma simples carta contendo três folhas, dando-nos o
norte a seguir.
Descobrimos que assim como vem ocorrendo
na área da construção civil, através do Sicepot, em outras áreas o
esquema repete-se através das entidades patronais ou associações que
organizavam o esquema de “quem ganha quem perde”. Nos acordos
coordenados pela “organizadora”, um pedágio em forma de doação ao SERVAS
é cláusula constante.
Até agora a grande queixa da classe
política mineira em relação ao Serviço Voluntário de Assistência Social-
SERVAS, era de que, embora com a finalidade de promover, independente
de questões partidárias, a assistência social no Estado de Minas Gerais,
a instituição transformara-se, a partir de 2003, em uma enorme e
poderosa arma política e eleitoral, favorecendo na capital e no
interior, através de seus programas, apenas a entidades aliadas de
políticos pertencentes à denominada base aliada do governo mineiro.
Como narrado anteriormente, de posse de
uma pequena denúncia contendo um relatório, que segundo ele teria sido
anteriormente encaminhado sem sucesso ao Procurador Geral de Justiça de
Minas Gerais, Alceu Torres, após dois meses de pesquisa e consulta a
diversas empresas, associações, sindicatos e entidades filantrópicas,
Novojornal constatou que as atividades do SERVAS vão muito além do que
atuar eleitoralmente como braço auxiliar de prefeitos, vereadores,
deputados estaduais e federais através da distribuição de diversos
benefícios para instituições ligadas aos mesmos.
Em função do acordo celebrado e
utilizando-se do fato de ser uma entidade filantrópica, desta forma
isenta de impostos, o SERVAS vêm dando cobertura fiscal e contábil a
diversas operações financeiras, através de doações que ocorrem logo após
os certame licitatório e assinatura dos contratos. A denúncia relata
que um volume significativo de doações ocorreu nos períodos eleitorais,
fornecendo as empresas, associações e sindicatos recibos, criando um
caixa “secreto”, com valor e destinação não alcançável por qualquer
fiscalização.
Do relatório constam os seguintes
institutos, sindicatos e associações patronais como os interlocutores e
fiscalizadores do “acordo”, celebrado:
Instituto Coca Cola Brasil, Serviço de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG),Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial de Minas Gerais (Senac-MG), Sistema
Fiemg/Sesi,Sistema Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais
(Sistema Fecomércio-MG/Sesc/Senac) Associação dos Bancos do Estado de
Minas Gerais/Sindicato dos Bancos de Minas Gerais, Associação Brasileira
de Cimento Portland (ABCP),Associação Comercial de Minas Gerais
(ACMinas),Associação do Comércio de Materiais de Construção de Minas
Gerais (Acomac-MG)Associação Mineira de Supermercados (Amis),Câmara de
Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH),Federação da Agricultura e
Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg)Federação das Associações
Comerciais, Industriais, Agropecuárias e de Serviços do Estado de Minas
Gerais (Federaminas),Federação das Empresas de Transporte de Carga do
Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Federação de Hotéis, Restaurantes,
Bares e Similares do Estado de Minas Gerais (Fhoremg),Federação das
Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)Organização das Cooperativas
do Estado de Minas Gerais (Ocemg), Sindicato do Comércio Varejista de
Combustíveis Automotivos e Lojas de Conveniência no Estado de Minas
Gerais (Minaspetro),Sindicato das Empresas de Transportes de Belo
Horizonte (Setra-BH),Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros
no Estado de Minas Gerais (Sindpass),Sindicato das Empresas de
Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram),Sindicato das Escolas
Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG),Sindicato da Indústria da
Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG),Sindicato das
Indústrias do Vestuário no Estado de Minas Gerais
(Sindivest-MG),Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf),
Associação Comercial da Ceasa,Associação Brasileira das Indústrias de
Massas Alimentícias/Abima.
As empresas “doadoras”, conforme o relatório:
Ricardo Eletro, Cemig, AeC, Alcance
Engenharia e Construção Ltda, Andrade Valladares Engenharia e Construção
Ltda, Banco BMG,BH Shopping, CCM Construtora, Conserva de Estradas,
Consita, Construtora Asteca, Construtora Barbosa Mello, Construtora
Centro Minas,Construtora Cowan, Construtora Emccamp Ltda, Construtora
Sagendra,DRB Construtora,Emive Sistemas de Segurança, Energisa, Engesolo
Engenharia Ltda, Fidens Engenharia, Griffe Show, Grupo Asamar, Grupo
Bel, Grupo VDL,Grupo Zema, Hipolabor Farmacêutica Ltda, Infracon
Engenharia e Comércio Ltda,JAT Transporte e Logística,Libe Construtora,
Líder Operacional – OAS, Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, Patrus
Transportes Urgentes Ltda, Rede Eletrosom,San Motors, Santa Bárbara
Engenharia, Trip Linhas Aéreas, Wanmix, Construtora Andrade Gutierrez,
Libe Construtora, Construtora Uni, Ale Combustíveis,Banco Itaú , Cemig ,
Copasa, Madeirense Móveis do Brasil, Magnesita , MRS Logística,MRV
Engenharia, Nestlé Brasil ,Tambasa Atacadistas, Usiminas,V & M do
Brasil, Ematex,Leme Engenharia ,Anglo American, Usiminas,Companhia
Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Construtora Mendes Júnior,
Atacadista Opção – Ceasa,Auto Cidade,Bretas Supermercados,Carrefour
Comércio e Indústria, Casa Rena,Castorama do Brasil Materiais para
Construção,CBA – Cestas Básicas,Cia. de Fiação e Tecidos Cedro e
Cachoeira,Cia. de Vendas, Cia. Vale do Rio Doce,Cirúrgica Santé,Clin-Off
do Brasil,Colchões Ortobom,Color Têxtil Participações,Continental
Material de Construção,Confecções Abrahão,Continental Material de
Construção,Cotonifício José Augusto,Cruzeiro Esporte Clube,Dental
Capital,Deplast, Empresa de Transportes Martins,Empresa de Transportes
Transaguiar,Epa Supermercados,Expresso Mercúrio,Extra
Supermercados,Farmácia Belle Eterne,Farmaconn,Faster Road Express,Hiper
Bom Marchê,Hiper Via Brasil,Icasa,ICL Industrial Cachoeira,Indústria
Plastibom,ITD Transportes,Jamef Transportes,JAM Engenharia,Leite Dona
Vaca,Minas Goiás,Orthocrin Colchões,Patrus Transportes,Plasdil –
Plásticos Divinópolis,Rede de Concessionárias Volkswagen,Rettori de
Plástico,Roche Produtos Farmacêuticos,Rodoviário Ramos,Rodoviário Vale
do Rio Doce,Sada Transportes e Armazéns,Supermercados ChampionTeksid do
Brasil,Tora Transportes Industriais,Transportadora
Itapemirim,Transrefer,Usifast Logística Industrial,VIC Transportes,Vito
Transportes,Wall-Mart do Brasil,Banco Bradesco,Oi – Empresa de Telefonia
Móvel,Camter Construções e Empreendimentos,Leme Engenharia,TCM –
Engenharia Empreendimentos,Acesita,Banco ABN AMRO Real,Banco Mercantil
do Brasil,Banco Pottencial,Santa Bárbara Engenharia,Tora
Transportes,Unibanco,Vallourec & Mannesmann,Comim
Construtora,Construtora Emccamp, Construtora Visor,Empa Serviços de
Engenharia,Ibiá Engenharia e Comércio,KTM Administração e
Engenharia,Mello de Azevedo,Rio Grande Engenharia e Construções,Socienge
Engenharia e Construções,Via Construtora,Brasfima
Participações,Brasiltec,Construtora Caparaó,Construtora Queiroz
Galvão,Fiatengineering do Brasil,Financeira Alfa,Garra
Telecomunicações,Líder Táxi Aéreo,Mastec Brasil,MRS Logística,Oregon
Participações e Administração.
No passado, em 2005, apenas uma denúncia
contra o SERVAS foi feita pelo Sindieletro em relação à CEMIG que, após
a substituição da frota própria por veículos alugados, doara os
veículos para entidades no interior do Estado. Pela denúncia, mais de
400 carros, a maioria para transporte de passageiros e caminhões deixou
de ir a leilão e estariam sendo doados para instituições numa operação
intermediada pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas).
As doações feitas pelo Servas levantaram
suspeitas de beneficiamento de entidades como parte de estratégia
eleitoral. Antes de serem transferidos para as entidades, os veículos
tiveram a identificação da Cemig retirada em uma oficina mecânica no
bairro Amazonas, em Contagem. Dezenas de carros sem a logomarca da Cemig
aguardam novo destino no pátio da empresa, na Cidade Industrial.
Comprovou-se na época que no Detran alguns carros já tinham sidos transferidos, primeiro para o Servas e depois para as instituições como a Loja Maçônica Cristal do Oriente, em Teófilo Otoni, Creche Nahi Simão, em Passos, e Obras Sociais do Pilar, em São João Del Rei.
Comprovou-se na época que no Detran alguns carros já tinham sidos transferidos, primeiro para o Servas e depois para as instituições como a Loja Maçônica Cristal do Oriente, em Teófilo Otoni, Creche Nahi Simão, em Passos, e Obras Sociais do Pilar, em São João Del Rei.
A denúncia gerou apenas um procedimento
no Tribunal de Contas de Minas Gerais que através do parecer do
conselheiro relator Wanderley Ávila foi arquivada.
Fontes não oficiais da Receita Federal
informaram que há anos vem sendo encontrado, nos maiores contribuintes
do Estado de Minas Gerais, uma quantidade atípica e superior ao
permitido para efeito de compensação tributária de recibos de doações ao
SERVAS, tendo sido neste caso todos glosados, com posterior comunicação
ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público Estadual, em ambos,
segundo apurado, não existe qualquer procedimento.
Em um levantamento e análise de diversas
publicações no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, Novojornal
constatou que todos os programas do SERVAS recebem recursos públicos que
praticamente os mantém desta forma não teriam como as doações recebidas
serem aplicadas nos mesmos, a não ser quando as doações são de produtos
ou serviços.
De posse das informações, Novojornal
procurou as entidades e empresas participantes que, de maneira unânime,
se recusaram a comentar o fato. O SERVAS, consultado, reconheceu ter
recebido doações das empresas listadas, recusando-se a informar suas
aplicações, assim como apresentar suas demonstrações financeiras, embora
nos termos de seu Estatuto;
Artigo 24-O SERVAS dará publicidade, por
qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório
global de atividades e das demonstrações financeiras da entidade,
ficando à disposição para exame de qualquer cidadão.
Assim como em relação as verbas de
publicidade, onde Andréa Neves gastou em 10 anos R$ 2 bilhões de reais
sem qualquer prestação de contas na área de Assistência Social, no mesmo
período teria arrecadado e dado destinação que bem entendeu a R$ 750
milhões.
O valor citado baseia-se no levantamento
constante da denúncia e não confirmado devido a recusa do SERVAS em
fornecer suas demonstrações financeiras. São eles R$ 6.250 milhões
mensais e R$ 75 milhões anuais, totalizando em 10 anos R$ 750 milhões.
Esta é a realidade atual das
instituições mineiras, onde os detentores do Poder alem de não cumprirem
a Lei, contam com a cumplicidade de quem o deveria fiscalizar.
fonte - emcimadanoticia.com
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