A renúncia ao mandato de deputado pode ser a saída jurídica para o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) se livrar do julgamento do mensalão mineiro no Supremo Tribunal Federal e produzir, como efeito colateral, o "arquivamento" na Corte do Supremo Tribunal Federal (STF) da ação com potencial de constranger a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.
Ao contrário de casos decididos no
passado, em que parlamentares renunciaram em vão às vésperas do
julgamento pelo STF, a decisão de Azeredo ocorreria com meses de
antecedência e antes de o processo estar pronto para votação. Essa
combinação processual é vista como uma "janela de oportunidade" jurídica
e política entre os tucanos.
Com a eventual renúncia, o STF terá de
decidir se mantém o processo sob seus cuidados ou se o encaminha para a
primeira instância. A análise de casos já julgados pelo Supremo e
manifestações recentes de alguns ministros mostram que há grande chance
de a ação seguir para a Justiça mineira. Nessa hipótese, com a demora do
processo, os crimes fatalmente prescreverão.
Parlamentares que conversaram com
Azeredo ao longo da semana passada relatam sua desilusão com a vida
pública. O tucano afirma que não gostaria de encerrar sua carreira
política condenado à prisão pelo Supremo. O procurado geral da
República, Rodrigo Janot, pediu que o deputado seja condenado a 22 anos
de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro por participar
de desvio de recursos públicos para sua campanha à reeleição ao governo
de Minas em 1998. Azeredo tem 65 anos e foi prefeito de Belo Horizonte,
governador e senador antes de chegar à Câmara.
"Azeredo é um homem de bem", diz Aécio
Em campanha eleitoral no projeto Afro
Reggae no Rio de Janeiro o candidato Aécio Neves (PSDB-MG), esquivou de
perguntas sobre o ex-governador de Minas e atual deputado federal,
Eduardo Azeredo (PSDB), que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) pelo desvio de R$ 3,5 milhões para financiar a campanha à
reeleição em 1998, Aécio disse que Azeredo é "um homem de bem"
O candidato tucano argumentou que preferia falar de uma "campanha propositiva" e atacou as políticas do governo Dilma .
Além do mensalão mineiro de Azeredo,
outra saia justa para o senador foi a ausência do governador de São
Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em suas mais de 10 viagens pelo interior
de São Paulo.
Perguntado por jornalistas sobre as
constantes ausência do governador, Aécio desconversou e novamente atacou
o governo da presidente Dilma
Incitado pelo coordenador-executivo do
AfroReggae, José Júnior, a falar sobre segurança pública - o
guarda-costas de Júnior, que era também policial, foi assassinado no
último domingo - Aécio disse apenas que; "A questão da segurança pública
será absolutamente prioritária na nossa proposta".
Fonte: emcimadanoticia.com
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