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Com artistas e música, Campos oficializa chapa com Marina como vice


Em um evento com clima de casamento, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) oficializa nesta segunda-feira (14) a ex-ministra Marina Silva, também do PSB, como sua vice na chapa presidencial que concorrerá em outubro ao Planalto.

Marina Silva (PSB) postou selfie com o pai e familiares para estrear a sua conta no Instagram, antes de seguir para evento da aliança PSB-Rede-PPS
Marina Silva (PSB) postou selfie com o pai e familiares para estrear a sua conta no Instagram, antes de seguir para evento da aliança PSB-Rede-PPS

A cerimônia, realizada no Hotel Nacional de Brasília, iniciou com uma apresentação de cerca de meia hora do pianista Arthur Moreira Lima, que tocou algumas peças, incluindo algumas do cancionário popular brasileiro, como "Trenzinho Caipira" e ""Asa Branca". Coube a ele também executar o Hino Nacional.
Campos e Marina foram recepcionados com bandeiras e gritos de guerra em um salão lotado com mais de 600 pessoas. Diversos políticos foram prestigiar a formalização da aliança, como os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Pedro Taques (PDT-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF), e o deputado federal Walter Feldman (PSB-SP), além do escritor pernambucano Ariano Suassuna.
Entre as autoridades no palco com a dupla, estava também o presidente do PPS, Roberto Freire, partido que declarou apoio à coligação no início de fevereiro.
Até as 15h30, Marina e Campos ainda não haviam discursado no evento.
O primeiro-secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, foi quem anunciou os nomes de Campos e Marina e acrescentou que ainda precisarão ser homologados na convenção do partido em junho. "Mas certamente serão confirmados", apressou-se em dizer.
Em um dos momentos de maior desconcentração do evento, o escritor Ariano Suassuna brincou com a platéia relembrando "causos", fez elogios à gestão de Campos e destacou o papel estratégico de Marina para tornar o ex-governador pernambucano mais conhecido nacionalmente. "Espero então que o Brasil me de a mesma alegria [que tive em Pernambuco com os governos de Campos], porque a Marina vai ajudar muito nessa tarefa, a gente precisa mostrar quem é Eduardo Campos, o que é que ele faz e como é que ele faz."
A estratégia de Campos é tentar se beneficiar da parcela de votos que Marina arrebanhou na eleição de 2010, quando recebeu 19,6 milhões de votos ao concorrer pelo PV e terminou as eleições em terceiro lugar.

uol.com.br

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