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Rio São Francisco

Humberto Souto propõe Força Tarefa para salvar o Velho Chico
Em nota publicada em sua página no facebook nesta segunda-feira (14), o ministro emérito Humberto Souto, ex-presidente do Tribunal de Contas da União e cotado para retornar à Câmara dos Deputados nos próximos dias, alerta para o risco de faltar energia elétrica em Minas Gerais e água para consumo humano e irrigação nos municípios banhados pelo Rio São Francisco localizados abaixo da Hidroelétrica de Três Marias. Ao defender a criação de uma Força Tarefa e de um Plano Permanente de Proteção do Rio São Francisco, Humberto Souto cobra investimentos federais e afirma que há risco de a barragem secar até o mês de agosto, bem como de suspensão de captações de água no rio, inclusive, na cidade de Pirapora, “o que seria um desastre para sua população”.
“A situação já é muito grave, como mostra esta foto do Velho Chico em Pirapora, e as previsões também não são nada animadoras. Por causa da seca e da falta de investimentos federais, pode faltar energia elétrica em Minas Gerais e água para consumo humano e para o agronegócio nos municípios banhados pelo Rio São Francisco que ficam abaixo da Hidroelétrica de Três Marias.
Informações confiáveis dão conta de que, salvo imprevisível aumento incomum da média de chuvas no período, a Barragem de Três Marias vai secar no mês de agosto deste ano se a vazão de água atual, já insuficiente, não for reduzida pela metade. Entre outras medidas, fala-se em suspensão de captações de água no Velho Chico, inclusive, na cidade de Pirapora, o que seria um desastre para sua população.
Como não podemos ficar contando apenas com São Pedro, estou propondo ao meu partido, o PPS, que lidere no Congresso Nacional e nos estados banhados pelo Velho Chico uma forte pressão pela imediata formação de uma Força Tarefa do Rio São Francisco, envolvendo órgãos federais, estaduais e municipais, juntamente com representantes da sociedade civil.
É preciso colocar em prática medidas de socorro às populações atingidas e um Plano Permanente de Proteção do Rio São Francisco, incluindo obras, fiscalização do uso da água e recuperação das margens que desmatadas permitem maior assoreamento, com o deslizamento de areia para o leito do rio. Isto sem falar nas descargas de esgoto sem tratamento ao longo do seu percurso”.

fonte: emcimadanoticia.com

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